No fundo é uma eterna criança que não soube amadurecer
Essa seria a epígrafe de um ensaio que eu escreveria sobre o vampirismo na série Entrevista com o Vampiro, mas por enquanto vai ficar só o registro aqui, o esboço.
Esses dias eu tava pensando nessa música, e como ela termina falando que o tempo tem inveja da pessoa porque ela morre, e o tempo é eterno, estático. Do mesmo jeito que os vampiros são.
Naturalmente nós, as pessoas, vamos assumindo papéis diferentes ao longo da vida, mesmo que a gente não queira. Porque uma hora você vai envelhecendo e as coisas vão ganhando outro sentido, as pessoas ao redor de você vão mudando, etc. Só que os vampiros não, eles estão presos em uma idade, uma dinâmica. Quando se esgota, eles tentam recriar ela com outras pessoas, outros vampiros. Geralmente eles tentam assumir outro papel dentro da mesma dinâmica, mas parece que eles são incapazes de quebrar ela, de mudar.
E uma das coisas mais interessantes da série, é dessa última temporada principalmente, é mostrar como apesar de tudo, ninguém é só um papel dentro de uma única história. E sim vários, com várias pessoas diferentes.
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