sexta-feira, 24 de julho de 2026

Resposta ao tempo

|| Nem um Comentario

No fundo é uma eterna criança que não soube amadurecer 

 Essa seria a epígrafe de um ensaio que eu escreveria sobre o vampirismo na série Entrevista com o Vampiro, mas por enquanto vai ficar só o registro aqui, o esboço.


Esses dias eu tava pensando nessa música, e como ela termina falando que o tempo tem inveja da pessoa porque ela morre, e o tempo é eterno, estático. Do mesmo jeito que os vampiros são. 

Naturalmente nós, as pessoas, vamos assumindo papéis diferentes ao longo da vida, mesmo que a gente não queira. Porque uma hora você vai envelhecendo e as coisas vão ganhando outro sentido, as pessoas ao redor de você vão mudando, etc. Só que os vampiros não, eles estão presos em uma idade, uma dinâmica. Quando se esgota, eles tentam recriar ela com outras pessoas, outros vampiros. Geralmente eles tentam assumir outro papel dentro da mesma dinâmica, mas parece que eles são incapazes de quebrar ela, de mudar.

E uma das coisas mais interessantes da série, é dessa última temporada principalmente, é mostrar como apesar de tudo, ninguém é só um papel dentro de uma única história. E sim vários, com várias pessoas diferentes.


quinta-feira, 23 de julho de 2026

Ao som dos bandolins

|| Nem um Comentario

Pra minha surpresa essas fotos foram tiradas mais ou menos um mês atrás, quando eu resolvi resgatar esse instrumento de cima do meu guarda roupa e inverter a ordem das cordas dele. Eu sou canhoto e pela primeira vez resolvi tentar tocar igual canhoto. E sinceramente não sei porque nunca tinha feito isso antes. Nunca tinha me passado pela cabeça.

 (fotos durante e após o processo de troca pra eu lembrar de certeza qual corda é qual, porque a nova embalagem não vem a ordem das bolinhas. mas é bem fácil perceber qual é a ordem da mais fina pra mais grossa)

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Sobre ideias que viram crenças que viram limitações

|| Nem um Comentario

 Basicamente uma ideia com base em um diálogo de Witch Hat Atelier agora que tô assistindo o anime. 

Todo mundo pode desenhar mas isso não significa que todo mundo pode desenhar bem”.

Eu começaria tudo outra vez…

|| Nem um Comentario

 



Título um pouco dramático e talvez mais motivacional do que seja minha intenção.

Na verdade é que eu lembrei da existência desse blog por causa de um desafio, o BEWA, e me despertou algumas empolgações. E me fez refletir sobre isso aqui, e o fato de eu esquecer da existência dele é uma dessas coisas.

Eu acho que não sabia e ainda não sei pra que eu quero usar esse blog, e talvez esteja tudo bem. Eu não sei quais blogs eu gosto de visitar (só um, o que me inspirou a criar aqui: PorceLana.) E por enquanto é isso

Eu tenho aprendido que tratar as coisas da forma mais lúdica, leve, com menos cobrança, faz eu me aproximar mais delas (chocante, eu sei). Inclusive tô escrevendo esse post no celular, o que é muita coisa pra mim que sou milennial e sempre quero uma tela grande pra coisas sérias. Por enquanto vamos ficar com uma música pra não perder o costume, aliás duas, porque eu sempre tô fazendo conexões e nunca registro elas



terça-feira, 14 de outubro de 2025

Era uma vez...

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Reflexões sobre a recepção do álbum The Life of a Showgirl a partir de outras coisas melhores e mais interessantes que o álbum em si

Uma amiga me disse que quanto mais a gente cria recursos e personagens pra escrever, mais se torna autobiográfico, e eu concordo. Como agora eu tô basicamente de cama e impedido de me sentar direito ou fazer qualquer outra atividade, minha mente tá viajando pra lugares distantes, pra eu me distrair do agora.


Once upon a time, there was a girl

She lived in the land of never-never

Where everything real is unreal

And only fairy tales come true

- (Theme) Once Upon a Time - Donna Summer

Eu li recentemente que tem certas coisas da realidade que a gente só consegue enxergar através de espelhos, e a fantasia é um desses espelhos. Se a arte é o espelho difuso que a gente tem pra enxergar certas coisas, a indústria de produção em massa é um vitral, um mosaico ou qualquer coisa milhões de vezes mais fraturada e opaca que quer capturar  e distorcer nossa atenção a todo custo. Pense no filme O Mágico de Oz, com os sets e figurinos que saltam aos olhos e quase dão uma dor de cabeça, os sapatinhos vermelhos, a estrada dos tijolos amarelos, a cidade Esmeralda... É interessante que existiram interpretações muito diferentes e até opostas sobre a suposta mensagem política do livro e do filme. Afinal, quando você olha pra um espelho, tudo que você vê é reflexo, projeção. Isso significa que a obra não tem mensagem nenhuma? Não - mais sobre isso daqui a pouco. Mas ainda assim eu acho que vale a pena falar sobre essas coisas que talvez sejam meros jogos de luz, porque talvez as coisas mais bestas, divertidas ou ambíguas são as que melhor revelam a cultura que as produziu. Não a beleza de um vitral, mas a transparência de um prisma; vazio sim, mas útil pra vermos quais são as luzes que brilham e quais se apagam em cada época.

    É mais ou menos assim que eu quero olhar pra esse novo álbum da Taylor. Eu sinceramente tô amando acompanhar esse ciclo e a recepção das pessoas. Estão surgindo subgrupos e narrativas conflitantes:  tem fã antigo detestando, tem fãs falando que ela decaiu em relação aos últimos álbuns, tem gente falando que é tudo uma sátira e as letras cringe são auto-conscientes... sinceramente parece uma seita que acabou de perder um líder, e pra muita gente (inclusive eu) foi um pouco confuso por que justamente agora uma pequena parte da fã base dela pareceu "acordar". Antes que você ache que isso é hate, na verdade tá mais pra o contrário... esse tanto de dedicação só pode ser devoção, talvez até amor, o tanto de energia que eu tenho dedicado a ela ou por causa dela. Por ora, vamos esquecer todas as críticas e falar sobre uma coisa boa que esse álbum me proporcionou: assistir o filme Showgirls (1995).

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

|| Nem um Comentario

Pretendo fazer uma retrospectiva do mês passado, mas por enquanto tô escrevendo esse post porque sinto que no último mês, e nos últimos dias principalmente, é como se eu tivesse me "enchido" bastante e não tivesse esvaziado na mesma medida. Eu terminei um livro bastante denso, assisti um anime bem pesado, estive a muito custo tentando manter uma rotina de estudos, fora as coisas que vão acontecendo. E aí hoje especificamente, agora, me bateu meio que um cansaço, uma tristeza, não sei. Tbm estou nos primeiros dias sem ansiolítico então veremos como vai ser essa adaptação.

Pra não dizer que não tô botando nada pra fora, eu tenho desenhado/pintado bastante com giz de cera nas últimas semanas, algo que tem me feito muito bem e me dado prazer, além de que eu sinto que despretensiosamente eu tô melhorando. E o segredo está em justamente fazer sempre, quase todo dia, que só tem sido possível porque eu não coloquei uma cobrança em cima. É uma linha delicada, mas eu sinto que preciso aprender a aplicar esse equilíbrio pra outras coisas. 

E por enquanto é isso