quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Viver é um ato de vontade

|| Nem um Comentario

 Transcrição/tradução/adaptação desse vídeo - mais sobre isso nas notas de rodapé

Alguns tiques dela eu cortei ou adaptei, porque ela fala muito "e é aí que..."/ "e é aqui que..." ou "e de repente.." pra introduzir certas frases ou ideias, e eu acho que não faz muito sentido em português (fora que fica parecendo IA). Além de que ela tá falando de forma oral, então pra escrita eu tentei deixar mais limpo e direto. Esse texto falou muito comigo, e foi ótimo reescrever e repensar ele; apesar disso, tentei deixar ainda o que a autora do vídeo falou, e não o que eu pensei a partir dele. 


Abre aspas:

Eu vou começar com The Sims porque me dá o primeiro problema existencial concreto: Um ser pode fazer escolhas sem ter escolhido a arquitetura do seu escolher. Seus traços, temperamento, limites, desejos, capacidades, etc. já estão lá antes dele começar a decidir. Então a primeira questão é: o quão livre é uma escolha, se aquele que escolhe não se escolheu? 

Aí vamos pra caverna de Platão. Se o Sim escolhe, ele só escolhe dentre aquilo que ele percebe como disponível. Não tem como uma pessoa passar por uma porta que ela não sabe que existe. Então agência* (capacidade de agir) não é só ter opções na realidade externa, mas também depende dessas opções se tornarem visíveis dentro do modelo de realidade de uma pessoa. Isso torna o aprendizado crucial, porque o aprendizado pode revelar novas portas. Mas eu tenho uma metáfora pra dor, que é chiclete na calçada grudando no seu sapato constantemente, e isso arruina qualquer fantasia de que o aprendizado simplesmente torna a vida mais segura. Porque às vezes eu cresço, aprendo, me comunico melhor, escolho melhor, e ainda piso na porra do chiclete. Às vezes a dor acontece de novo e de novo, às vezes a tragédia não traz nenhuma lição preventiva escondida dentro dela. E agora você vai se perguntar, bom, então o que eu aprendo pra que isso nunca aconteça de novo? E vai descobrir que, às vezes, não tem nada que você possa aprender que garantiria que algo não acontecesse. 

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

elementar

|| Nem um Comentario
  É engraçado que eu vivo falando que queria reler O Nome da Rosa ou que eu não lembro de algumas coisas, porque foi uma leitura tão intensa que quase me gerou uma reação traumática de apagar certas memórias. Eu nunca voltei pra escrever sobre essa leitura do meio pro fim, ou depois de terminar, até agora. 

  Abaixe um dedo se seu pai, que estava envolvido na campanha do imperador romano-germânico Ludovico V, te tirou do mosteiro em que você era noviço em Melk, na Áustria e te levou pra Itália, mas não tinha muito o que você fazer lá então recomendaram que você ficasse como aprendiz de um frei franciscano chamado Guilherme de Baskerville que estava viajando pelo país em direção a uma abadia nas montanhas, e ao chegarem lá, descobrem que houve um assassinato e a reputação de argúcia do seu mestre faz com que o abade peça pra ele investigar o crime, então vocês saem andando pelo local, mas você também teve visões apocalípticas ao contemplar a fachada da igreja da abadia, cheio de entalhes de visões com Jesus, anciãos, anjos e santos no trono dos céus, bem como demônios, monstros, bestas e condenados no inferno, e após isso, seu mestre encontrou um veterano dele, Ubertino de Casale, e tiveram uma longa conversa sobre a reunião de franciscanos que está pra acontecer na abadia, motivada pelo debate sobre a pobreza da Igreja, que é de interesse tanto do Imperador quanto do papa João XXII, e ainda por causa disso, Ubertino e Guilherme debatem, entre outras coisas, sobre polêmicas recentes envolvendo ordens e grupos heréticos, e Ubertino condena o pecado da luxúria com um fervor que faz você, um jovem e ingênuo noviço, começar a se sentir tentado...


ilustração da versão HQ do livro

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Dia 1 no ateliê

|| Nem um Comentario

Encantado com meu novo brinquedo, uma máquina de costura antiga. Eu queria conseguir botar o vídeo aqui direto do celular mas o Google tá me frescando, então fica o relato e depois se eu tiver paciência eu coloco pelo notebook.

Eu não sei mexer em absolutamente nada e to descobrindo com vídeos pelo YouTube a cada passo. Ainda não costurei nada aliás só encaixando peças. É fascinante como esse tipo de coisa é de um tempo que as coisas eram feitas pra durar e você mesmo mexer, consertar e substituir em casa. Analógicas, artesanais. Apesar da cobertura ser de plástico e estar toda amarelada, a estrutura dentro é de metal, diferente de máquinas mais recentes que tem mais partes de plástico e portanto podem quebrar mais facilmente. 

Mais detalhes a qualquer momento, é com vocês Renata e Bonner

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Resposta ao tempo

|| Nem um Comentario

No fundo é uma eterna criança que não soube amadurecer 

 Essa seria a epígrafe de um ensaio que eu escreveria sobre o vampirismo na série Entrevista com o Vampiro, mas por enquanto vai ficar só o registro aqui, o esboço.


Esses dias eu tava pensando nessa música, e como ela termina falando que o tempo tem inveja da pessoa porque ela morre, e o tempo é eterno, estático. Do mesmo jeito que os vampiros são. 

Naturalmente nós, as pessoas, vamos assumindo papéis diferentes ao longo da vida, mesmo que a gente não queira. Porque uma hora você vai envelhecendo e as coisas vão ganhando outro sentido, as pessoas ao redor de você vão mudando, etc. Só que os vampiros não, eles estão presos em uma idade, uma dinâmica. Quando se esgota, eles tentam recriar ela com outras pessoas, outros vampiros. Geralmente eles tentam assumir outro papel dentro da mesma dinâmica, mas parece que eles são incapazes de quebrar ela, de mudar.

E uma das coisas mais interessantes da série, é dessa última temporada principalmente, é mostrar como apesar de tudo, ninguém é só um papel dentro de uma única história. E sim vários, com várias pessoas diferentes.


quinta-feira, 23 de julho de 2026

Ao som dos bandolins

|| Nem um Comentario

Pra minha surpresa essas fotos foram tiradas mais ou menos um mês atrás, quando eu resolvi resgatar esse instrumento de cima do meu guarda roupa e inverter a ordem das cordas dele. Eu sou canhoto e pela primeira vez resolvi tentar tocar igual canhoto. E sinceramente não sei porque nunca tinha feito isso antes. Nunca tinha me passado pela cabeça.

 (fotos durante e após o processo de troca pra eu lembrar de certeza qual corda é qual, porque a nova embalagem não vem a ordem das bolinhas. mas é bem fácil perceber qual é a ordem da mais fina pra mais grossa)

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Sobre ideias que viram crenças que viram limitações

|| Nem um Comentario

 Basicamente uma ideia com base em um diálogo de Witch Hat Atelier agora que tô assistindo o anime. 

Todo mundo pode desenhar mas isso não significa que todo mundo pode desenhar bem”.