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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

5 momentos e um jeans remendado

|| 1 Comentario

Recapitulações de hoje 


 1. Costurar na máquina

Estou mexendo nela há umas duas semanas, eu acho, e nessa última voltou da manutenção. Foi a primeira vez que consegui fazer alguma coisa, depois da saga pra descobrir como puxar a linha da bobina e porque ela ficava enrolando. Coloquei um retalho numa calça, o que demorou umas 2h e me deixou exausto. Me lembrou o quanto pode ser difícil e cansativo fazer coisas no começo. Mas eu tenho orgulho de ter feito, e ruim, como não podia deixar de ser algo feito pela primeira vez. 


2. Não dormir ou suficiente e dormir bastante

Acordei 6h da manhã, só me levantei de 8, e por isso passei a manhã igual criança que não dorme. Nem dormi de novo e nem fiz nada, e eu tô tentando eliminar da minha rotina esses momentos de manhã. Mas me dei uma colher de chá porque tava doente ontem e anteontem. Por isso de tarde eu apaguei. Hoje foi um dia livre e é isso, já tô com sono de novo 


3. Esquecer e adiar coisas 

Como não podia deixar de ser. Eu lembrei de uma coisa hoje de manhã que era pra ter sido feita semana passada, mas aí como tava cansado e preguiçoso e sem foco de manhã eu deixei pra depois, e quando me atentei não dava tempo mais e vou ter que esperar segunda-feira. Eu percebi que às vezes, a sensação de culpa por ter esquecido alguma coisa faz eu adiar ela mais ainda, tornando o atraso pior obviamente. Agora é ver se consigo construir uma reação alternativa, entender que uma hora ou outra sempre vai acontecer. E que se a culpa resolvesse alguma coisa, já teria funcionado anos antes, então vamos pra outra abordagem.


4. Ansiedade

Por coisas do mestrado? Cansaço? Problemas em casa? Não sei, sei que voltei a ter palpitações e inclusive estou tendo agora. É sempre quando eu paro, por isso eu associo a um cansaço que bate quando o seu corpo esfria de alguma atividade. Vamos observar. 


5. Música 

Obrigado Donna Summer por me ajudar mais uma vez a limpar meu quarto. “Limpar” vulgo passar o aspirador, mas tive q fazer essa quebra tbm pra parar de enrolar. Não limpei totalmente mas pelo menos o chão tá andável. E troquei os lençóis tbm. Spring affaaaaaaairrrrr 🎶🎶🎶


quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Viver é um ato de vontade

|| Nem um Comentario

 Transcrição/tradução/adaptação desse vídeo - mais sobre isso nas notas de rodapé

Alguns tiques dela eu cortei ou adaptei, porque ela fala muito "e é aí que..."/ "e é aqui que..." ou "e de repente.." pra introduzir certas frases ou ideias, e eu acho que não faz muito sentido em português (fora que fica parecendo IA). Além de que ela tá falando de forma oral, então pra escrita eu tentei deixar mais limpo e direto. Esse texto falou muito comigo, e foi ótimo reescrever e repensar ele; apesar disso, tentei deixar ainda o que a autora do vídeo falou, e não o que eu pensei a partir dele. 


Abre aspas:

Eu vou começar com The Sims porque me dá o primeiro problema existencial concreto: Um ser pode fazer escolhas sem ter escolhido a arquitetura do seu escolher. Seus traços, temperamento, limites, desejos, capacidades, etc. já estão lá antes dele começar a decidir. Então a primeira questão é: o quão livre é uma escolha, se aquele que escolhe não se escolheu? 

Aí vamos pra caverna de Platão. Se o Sim escolhe, ele só escolhe dentre aquilo que ele percebe como disponível. Não tem como uma pessoa passar por uma porta que ela não sabe que existe. Então agência* (capacidade de agir) não é só ter opções na realidade externa, mas também depende dessas opções se tornarem visíveis dentro do modelo de realidade de uma pessoa. Isso torna o aprendizado crucial, porque o aprendizado pode revelar novas portas. Mas eu tenho uma metáfora pra dor, que é chiclete na calçada grudando no seu sapato constantemente, e isso arruina qualquer fantasia de que o aprendizado simplesmente torna a vida mais segura. Porque às vezes eu cresço, aprendo, me comunico melhor, escolho melhor, e ainda piso na porra do chiclete. Às vezes a dor acontece de novo e de novo, às vezes a tragédia não traz nenhuma lição preventiva escondida dentro dela. E agora você vai se perguntar, bom, então o que eu aprendo pra que isso nunca aconteça de novo? E vai descobrir que, às vezes, não tem nada que você possa aprender que garantiria que algo não acontecesse. 

terça-feira, 23 de setembro de 2025

Aprendendo em público

|| Nem um Comentario
    Eu sempre fui muito mosca morta em relação a socialização e coisas que acontecem ao meu redor. E eu digo mosca morta porque não é que eu seja incapaz de tudo, sem noção, mal educado ou algo do tipo. Mas uma coisa que sempre me deixou intrigado é que eu sempre sentia que conseguia interagir bem com as pessoas, mas nunca criar vínculos (pra além dos que eu já tinha). Parêntesis nessa última afirmação, se tem uma coisa que eu nunca me sentia confortável foram interações em grupos grandes. 
   O ponto é que ultimamente eu tenho começado a sair mais, após nunca ter feito isso e nunca saber como fazer, na verdade. E estou descobrindo que não tem um como, é só você fazer mesmo. Isso tem me treinado melhor a situações e interações sociais mais dinâmicas: conversar com uma pessoa sendo interrompido por outras que você nem imaginava, encontrar gente conhecida, encontrar gente que você só conhece de vista. Eu nunca soube muito bem como agir nessas situações e me sinto uma criança aprendendo a engatinhar. Ao mesmo tempo eu me digo que tudo é questão de experiências e que eu não estou "atrasado", só me movendo no meu tempo, e que eu também tenho experiências (e necessidades) que as outras pessoas não têm.

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Uma série de eventos mais ou menos desafortunados e o que se pode aprender com eles

|| Nem um Comentario

Aprendizados sobre cozinha e entender meus processos e me perdoar

Há umas semanas eu estava sem uma das medicações que me permitem viver funcionalmente, o metilfenidato ou concerta para os íntimos. Sem ter mais ao que recorrer além de um milagre dos céus, já que eu não tinha cabeça nem energia física pra fazer o que eu já faço (ler, desenhar, crochê, etc.) e pensando em saciar meu desejo por doces eu resolvi apelar pra cozinha e tentar um brownie. Surpreendentemente, acabou dando certo! Até demais...

Acontece que aqui em casa todo mundo gostou, e eu tenho uma irmã autista com hábitos alimentares bem restritos e peculiares (estranho era se não fossem), e antes que eu pudesse perceber eu fui promovido a doceiro dela. Daí vieram literalmente as desventuras em série. Cada vez que eu repeti a receita uma nova surpresa aconteceu.