sexta-feira, 14 de agosto de 2026

5 momentos e um jeans remendado

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Recapitulações de hoje 


 1. Costurar na máquina

Estou mexendo nela há umas duas semanas, eu acho, e nessa última voltou da manutenção. Foi a primeira vez que consegui fazer alguma coisa, depois da saga pra descobrir como puxar a linha da bobina e porque ela ficava enrolando. Coloquei um retalho numa calça, o que demorou umas 2h e me deixou exausto. Me lembrou o quanto pode ser difícil e cansativo fazer coisas no começo. Mas eu tenho orgulho de ter feito, e ruim, como não podia deixar de ser algo feito pela primeira vez. 


2. Não dormir ou suficiente e dormir bastante

Acordei 6h da manhã, só me levantei de 8, e por isso passei a manhã igual criança que não dorme. Nem dormi de novo e nem fiz nada, e eu tô tentando eliminar da minha rotina esses momentos de manhã. Mas me dei uma colher de chá porque tava doente ontem e anteontem. Por isso de tarde eu apaguei. Hoje foi um dia livre e é isso, já tô com sono de novo 


3. Esquecer e adiar coisas 

Como não podia deixar de ser. Eu lembrei de uma coisa hoje de manhã que era pra ter sido feita semana passada, mas aí como tava cansado e preguiçoso e sem foco de manhã eu deixei pra depois, e quando me atentei não dava tempo mais e vou ter que esperar segunda-feira. Eu percebi que às vezes, a sensação de culpa por ter esquecido alguma coisa faz eu adiar ela mais ainda, tornando o atraso pior obviamente. Agora é ver se consigo construir uma reação alternativa, entender que uma hora ou outra sempre vai acontecer. E que se a culpa resolvesse alguma coisa, já teria funcionado anos antes, então vamos pra outra abordagem.


4. Ansiedade

Por coisas do mestrado? Cansaço? Problemas em casa? Não sei, sei que voltei a ter palpitações e inclusive estou tendo agora. É sempre quando eu paro, por isso eu associo a um cansaço que bate quando o seu corpo esfria de alguma atividade. Vamos observar. 


5. Música 

Obrigado Donna Summer por me ajudar mais uma vez a limpar meu quarto. “Limpar” vulgo passar o aspirador, mas tive q fazer essa quebra tbm pra parar de enrolar. Não limpei totalmente mas pelo menos o chão tá andável. E troquei os lençóis tbm. Spring affaaaaaaairrrrr 🎶🎶🎶


quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Viver é um ato de vontade

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 Transcrição/tradução/adaptação desse vídeo - mais sobre isso nas notas de rodapé

Alguns tiques dela eu cortei ou adaptei, porque ela fala muito "e é aí que..."/ "e é aqui que..." ou "e de repente.." pra introduzir certas frases ou ideias, e eu acho que não faz muito sentido em português (fora que fica parecendo IA). Além de que ela tá falando de forma oral, então pra escrita eu tentei deixar mais limpo e direto. Esse texto falou muito comigo, e foi ótimo reescrever e repensar ele; apesar disso, tentei deixar ainda o que a autora do vídeo falou, e não o que eu pensei a partir dele. 


Abre aspas:

Eu vou começar com The Sims porque me dá o primeiro problema existencial concreto: Um ser pode fazer escolhas sem ter escolhido a arquitetura do seu escolher. Seus traços, temperamento, limites, desejos, capacidades, etc. já estão lá antes dele começar a decidir. Então a primeira questão é: o quão livre é uma escolha, se aquele que escolhe não se escolheu? 

Aí vamos pra caverna de Platão. Se o Sim escolhe, ele só escolhe dentre aquilo que ele percebe como disponível. Não tem como uma pessoa passar por uma porta que ela não sabe que existe. Então agência* (capacidade de agir) não é só ter opções na realidade externa, mas também depende dessas opções se tornarem visíveis dentro do modelo de realidade de uma pessoa. Isso torna o aprendizado crucial, porque o aprendizado pode revelar novas portas. Mas eu tenho uma metáfora pra dor, que é chiclete na calçada grudando no seu sapato constantemente, e isso arruina qualquer fantasia de que o aprendizado simplesmente torna a vida mais segura. Porque às vezes eu cresço, aprendo, me comunico melhor, escolho melhor, e ainda piso na porra do chiclete. Às vezes a dor acontece de novo e de novo, às vezes a tragédia não traz nenhuma lição preventiva escondida dentro dela. E agora você vai se perguntar, bom, então o que eu aprendo pra que isso nunca aconteça de novo? E vai descobrir que, às vezes, não tem nada que você possa aprender que garantiria que algo não acontecesse. 

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

elementar

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  É engraçado que eu vivo falando que queria reler O Nome da Rosa ou que eu não lembro de algumas coisas, porque foi uma leitura tão intensa que quase me gerou uma reação traumática de apagar certas memórias. Eu nunca voltei pra escrever sobre essa leitura do meio pro fim, ou depois de terminar, até agora. 

  Abaixe um dedo se seu pai, que estava envolvido na campanha do imperador romano-germânico Ludovico V, te tirou do mosteiro em que você era noviço em Melk, na Áustria e te levou pra Itália, mas não tinha muito o que você fazer lá então recomendaram que você ficasse como aprendiz de um frei franciscano chamado Guilherme de Baskerville que estava viajando pelo país em direção a uma abadia nas montanhas, e ao chegarem lá, descobrem que houve um assassinato e a reputação de argúcia do seu mestre faz com que o abade peça pra ele investigar o crime, então vocês saem andando pelo local, mas você também teve visões apocalípticas ao contemplar a fachada da igreja da abadia, cheio de entalhes de visões com Jesus, anciãos, anjos e santos no trono dos céus, bem como demônios, monstros, bestas e condenados no inferno, e após isso, seu mestre encontrou um veterano dele, Ubertino de Casale, e tiveram uma longa conversa sobre a reunião de franciscanos que está pra acontecer na abadia, motivada pelo debate sobre a pobreza da Igreja, que é de interesse tanto do Imperador quanto do papa João XXII, e ainda por causa disso, Ubertino e Guilherme debatem, entre outras coisas, sobre polêmicas recentes envolvendo ordens e grupos heréticos, e Ubertino condena o pecado da luxúria com um fervor que faz você, um jovem e ingênuo noviço, começar a se sentir tentado...


ilustração da versão HQ do livro

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Dia 1 no ateliê

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Encantado com meu novo brinquedo, uma máquina de costura antiga. Eu queria conseguir botar o vídeo aqui direto do celular mas o Google tá me frescando, então fica o relato e depois se eu tiver paciência eu coloco pelo notebook.

Eu não sei mexer em absolutamente nada e to descobrindo com vídeos pelo YouTube a cada passo. Ainda não costurei nada aliás só encaixando peças. É fascinante como esse tipo de coisa é de um tempo que as coisas eram feitas pra durar e você mesmo mexer, consertar e substituir em casa. Analógicas, artesanais. Apesar da cobertura ser de plástico e estar toda amarelada, a estrutura dentro é de metal, diferente de máquinas mais recentes que tem mais partes de plástico e portanto podem quebrar mais facilmente. 

Mais detalhes a qualquer momento, é com vocês Renata e Bonner

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Resposta ao tempo

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No fundo é uma eterna criança que não soube amadurecer 

 Essa seria a epígrafe de um ensaio que eu escreveria sobre o vampirismo na série Entrevista com o Vampiro, mas por enquanto vai ficar só o registro aqui, o esboço.


Esses dias eu tava pensando nessa música, e como ela termina falando que o tempo tem inveja da pessoa porque ela morre, e o tempo é eterno, estático. Do mesmo jeito que os vampiros são. 

Naturalmente nós, as pessoas, vamos assumindo papéis diferentes ao longo da vida, mesmo que a gente não queira. Porque uma hora você vai envelhecendo e as coisas vão ganhando outro sentido, as pessoas ao redor de você vão mudando, etc. Só que os vampiros não, eles estão presos em uma idade, uma dinâmica. Quando se esgota, eles tentam recriar ela com outras pessoas, outros vampiros. Geralmente eles tentam assumir outro papel dentro da mesma dinâmica, mas parece que eles são incapazes de quebrar ela, de mudar.

E uma das coisas mais interessantes da série, é dessa última temporada principalmente, é mostrar como apesar de tudo, ninguém é só um papel dentro de uma única história. E sim vários, com várias pessoas diferentes.


quinta-feira, 23 de julho de 2026

Ao som dos bandolins

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Pra minha surpresa essas fotos foram tiradas mais ou menos um mês atrás, quando eu resolvi resgatar esse instrumento de cima do meu guarda roupa e inverter a ordem das cordas dele. Eu sou canhoto e pela primeira vez resolvi tentar tocar igual canhoto. E sinceramente não sei porque nunca tinha feito isso antes. Nunca tinha me passado pela cabeça.

 (fotos durante e após o processo de troca pra eu lembrar de certeza qual corda é qual, porque a nova embalagem não vem a ordem das bolinhas. mas é bem fácil perceber qual é a ordem da mais fina pra mais grossa)

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Sobre ideias que viram crenças que viram limitações

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 Basicamente uma ideia com base em um diálogo de Witch Hat Atelier agora que tô assistindo o anime. 

Todo mundo pode desenhar mas isso não significa que todo mundo pode desenhar bem”.

Eu começaria tudo outra vez…

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Título um pouco dramático e talvez mais motivacional do que seja minha intenção.

Na verdade é que eu lembrei da existência desse blog por causa de um desafio, o BEWA, e me despertou algumas empolgações. E me fez refletir sobre isso aqui, e o fato de eu esquecer da existência dele é uma dessas coisas.

Eu acho que não sabia e ainda não sei pra que eu quero usar esse blog, e talvez esteja tudo bem. Eu não sei quais blogs eu gosto de visitar (só um, o que me inspirou a criar aqui: PorceLana.) E por enquanto é isso

Eu tenho aprendido que tratar as coisas da forma mais lúdica, leve, com menos cobrança, faz eu me aproximar mais delas (chocante, eu sei). Inclusive tô escrevendo esse post no celular, o que é muita coisa pra mim que sou milennial e sempre quero uma tela grande pra coisas sérias. Por enquanto vamos ficar com uma música pra não perder o costume, aliás duas, porque eu sempre tô fazendo conexões e nunca registro elas



terça-feira, 14 de outubro de 2025

Era uma vez...

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Reflexões sobre a recepção do álbum The Life of a Showgirl a partir de outras coisas melhores e mais interessantes que o álbum em si

Uma amiga me disse que quanto mais a gente cria recursos e personagens pra escrever, mais se torna autobiográfico, e eu concordo. Como agora eu tô basicamente de cama e impedido de me sentar direito ou fazer qualquer outra atividade, minha mente tá viajando pra lugares distantes, pra eu me distrair do agora.


Once upon a time, there was a girl

She lived in the land of never-never

Where everything real is unreal

And only fairy tales come true

- (Theme) Once Upon a Time - Donna Summer

Eu li recentemente que tem certas coisas da realidade que a gente só consegue enxergar através de espelhos, e a fantasia é um desses espelhos. Se a arte é o espelho difuso que a gente tem pra enxergar certas coisas, a indústria de produção em massa é um vitral, um mosaico ou qualquer coisa milhões de vezes mais fraturada e opaca que quer capturar  e distorcer nossa atenção a todo custo. Pense no filme O Mágico de Oz, com os sets e figurinos que saltam aos olhos e quase dão uma dor de cabeça, os sapatinhos vermelhos, a estrada dos tijolos amarelos, a cidade Esmeralda... É interessante que existiram interpretações muito diferentes e até opostas sobre a suposta mensagem política do livro e do filme. Afinal, quando você olha pra um espelho, tudo que você vê é reflexo, projeção. Isso significa que a obra não tem mensagem nenhuma? Não - mais sobre isso daqui a pouco. Mas ainda assim eu acho que vale a pena falar sobre essas coisas que talvez sejam meros jogos de luz, porque talvez as coisas mais bestas, divertidas ou ambíguas são as que melhor revelam a cultura que as produziu. Não a beleza de um vitral, mas a transparência de um prisma; vazio sim, mas útil pra vermos quais são as luzes que brilham e quais se apagam em cada época.

    É mais ou menos assim que eu quero olhar pra esse novo álbum da Taylor. Eu sinceramente tô amando acompanhar esse ciclo e a recepção das pessoas. Estão surgindo subgrupos e narrativas conflitantes:  tem fã antigo detestando, tem fãs falando que ela decaiu em relação aos últimos álbuns, tem gente falando que é tudo uma sátira e as letras cringe são auto-conscientes... sinceramente parece uma seita que acabou de perder um líder, e pra muita gente (inclusive eu) foi um pouco confuso por que justamente agora uma pequena parte da fã base dela pareceu "acordar". Antes que você ache que isso é hate, na verdade tá mais pra o contrário... esse tanto de dedicação só pode ser devoção, talvez até amor, o tanto de energia que eu tenho dedicado a ela ou por causa dela. Por ora, vamos esquecer todas as críticas e falar sobre uma coisa boa que esse álbum me proporcionou: assistir o filme Showgirls (1995).

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

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Pretendo fazer uma retrospectiva do mês passado, mas por enquanto tô escrevendo esse post porque sinto que no último mês, e nos últimos dias principalmente, é como se eu tivesse me "enchido" bastante e não tivesse esvaziado na mesma medida. Eu terminei um livro bastante denso, assisti um anime bem pesado, estive a muito custo tentando manter uma rotina de estudos, fora as coisas que vão acontecendo. E aí hoje especificamente, agora, me bateu meio que um cansaço, uma tristeza, não sei. Tbm estou nos primeiros dias sem ansiolítico então veremos como vai ser essa adaptação.

Pra não dizer que não tô botando nada pra fora, eu tenho desenhado/pintado bastante com giz de cera nas últimas semanas, algo que tem me feito muito bem e me dado prazer, além de que eu sinto que despretensiosamente eu tô melhorando. E o segredo está em justamente fazer sempre, quase todo dia, que só tem sido possível porque eu não coloquei uma cobrança em cima. É uma linha delicada, mas eu sinto que preciso aprender a aplicar esse equilíbrio pra outras coisas. 

E por enquanto é isso

terça-feira, 23 de setembro de 2025

Aprendendo em público

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    Eu sempre fui muito mosca morta em relação a socialização e coisas que acontecem ao meu redor. E eu digo mosca morta porque não é que eu seja incapaz de tudo, sem noção, mal educado ou algo do tipo. Mas uma coisa que sempre me deixou intrigado é que eu sempre sentia que conseguia interagir bem com as pessoas, mas nunca criar vínculos (pra além dos que eu já tinha). Parêntesis nessa última afirmação, se tem uma coisa que eu nunca me sentia confortável foram interações em grupos grandes. 
   O ponto é que ultimamente eu tenho começado a sair mais, após nunca ter feito isso e nunca saber como fazer, na verdade. E estou descobrindo que não tem um como, é só você fazer mesmo. Isso tem me treinado melhor a situações e interações sociais mais dinâmicas: conversar com uma pessoa sendo interrompido por outras que você nem imaginava, encontrar gente conhecida, encontrar gente que você só conhece de vista. Eu nunca soube muito bem como agir nessas situações e me sinto uma criança aprendendo a engatinhar. Ao mesmo tempo eu me digo que tudo é questão de experiências e que eu não estou "atrasado", só me movendo no meu tempo, e que eu também tenho experiências (e necessidades) que as outras pessoas não têm.

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Uma série de eventos mais ou menos desafortunados e o que se pode aprender com eles

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Aprendizados sobre cozinha e entender meus processos e me perdoar

Há umas semanas eu estava sem uma das medicações que me permitem viver funcionalmente, o metilfenidato ou concerta para os íntimos. Sem ter mais ao que recorrer além de um milagre dos céus, já que eu não tinha cabeça nem energia física pra fazer o que eu já faço (ler, desenhar, crochê, etc.) e pensando em saciar meu desejo por doces eu resolvi apelar pra cozinha e tentar um brownie. Surpreendentemente, acabou dando certo! Até demais...

Acontece que aqui em casa todo mundo gostou, e eu tenho uma irmã autista com hábitos alimentares bem restritos e peculiares (estranho era se não fossem), e antes que eu pudesse perceber eu fui promovido a doceiro dela. Daí vieram literalmente as desventuras em série. Cada vez que eu repeti a receita uma nova surpresa aconteceu.

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Sobre patos e ratos e bodes

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Kate Greenaway: The Pied Piper of Hamelin (1971)


    Eu não sei muito bem o que é essa postagem, mas vamos lá. Tudo começa com um texto (tudo sempre começa com um texto, não é mesmo?) que na verdade são fragmentos de outro texto, falando sobre internet, memória e (auto)preservação digital, e eu altamente recomendo seguir a trilha dos links. E aí esse assunto me lembrou o seguinte tweet que vi ontem quando entrei no app, resgatado pela mesma conta que postou:   

terça-feira, 19 de agosto de 2025

Currículo pop

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Já que nao fiz restrospectiva no último mês, só pra deixar registrado dois shows que eu vi, a Drowned World tour da madonna e a Kyliefever2002 (um luxo de nome) que na verdade só vi o começo porque meu olho já tava cansado de ver coisas o dia inteiro (zapeei por coisas da bjork e kate bush tbm).Essa turnê da Kylie é a que ela entra dentro de uma "roupa" de robô referenciando Metropolis. Engraçado que ambas são do mesmo ano e tem pelo menos algum momento japonês no meio. A da madonna certamente foi influenciada pelo sucesso de matrix que por sua vez bebeu do cinema japonês e chinês.

Aproveitando a nova trend de fazer currículos pra sua vida ou partes dela, quero ver mais coisas de artistas que às vezes eu sinto que conheço mais de nome do que de qualquer coisa. E sempre achei que ver shows/álbuns ao vivo é a melhor forma de voce conhecer artistas, graças à minha infancia no auge dos DVDs piratas. O que aliás eu tive que me lembrar e por isso estou registrando. Pretendo ver mais coisas da Björk tbm, que felizmente também tem muitos registros ao vivo.

Isso e me lembrar que o blog também é um caderno virtual.

sábado, 9 de agosto de 2025

Retrospectiva Julho

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Estamos quase na metade de agosto então vou colocar aqui alguns links e prints interessantes do mês passado só pra não passar em branco. E é sobre isso.

segunda-feira, 21 de julho de 2025

Itamaracá é uma ilha encantada...

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    Simplesmente preciso registrar a existência do filme Rei Arthur (2004) e o fato de que eu assisti ele. Mas primeiro eu tenho que admitir que o título do post se refere à música do Reginaldo Rossi, que também poderia estar falando sobre a ilha de Avalon, que chegou até os meus ouvidos de novo esses dias, e eu não podia deixar de aproveitar essa oportunidade. 

    Falando em títulos dramáticos, tudo começa com o livro As Brumas de Avalon (que é o nome da série, na verdade), que eu comecei a ler porque queria dar um tempo de livros russos, já tinha baixado, e acabei naõ terminando. Apesar de não ter gostado da escrita, foi interessante entender porque ele deve ter sido inovador na época em que foi lançado, lá em 1983. Provavelmente foi uma das primeiras "releituras feministas" de obras clássicas/mitológicas, que hoje é um gênero comum e até saturado no mercado editorial, e que até engloba um livro que eu gosto bastante (Circe da Madeline Miller). Aí o que acontece é que do livro, lembrei desse filme por causa do casal de Hannibal - graças às várias fanfics deles nesse universo particular, por causa dos atores.

quarta-feira, 25 de junho de 2025

Não sei se eu mudei, ou mudou o São João...

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Side A / Side B

Vamos a uma breve recapitulação, que muito provavelmente é o que esse blog vai ser mais usado pra registrar, pelo menos no futuro próximo. Então vou deixar aqui as músicas do mês de junho, que foi bem diverso.

sexta-feira, 6 de junho de 2025

Visitando casas velhas num cavalo sem nome

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    Só porque eu estou muito obcecado por essa música, eu adoro músicas que contam uma experiência que é claramente ficcional, ou que não necessariamente aconteceu com o compositor/artista, mas é um causo. Essa é uma história de um homem que diz que esteve no deserto com um cavalo sem nome... Eu tô me sentindo no deserto agora, mas como a música fala, nem sempre isso é algo ruim.

No deserto você pode lembrar o seu nome, porque não tem ninguém em volta pra te perturbar. 

    Tá sendo um momento de remember who you are, eu to lembrando de coisas que eu fazia há mais de 10 anos e percebendo que sempre estive fazendo elas de um jeito ou de outro. Escrever tá sendo um tipo de magia, porque tem coisas acontecendo comigo, e elas se tornam mais fortes à medida que eu escrevo sobre elas, e ao mesmo tempo, escrever é o que faz elas acontecerem. Basicamente eu estou tendo experiências, ação interna... 
    No deserto não tem chuva e você pode vagar e vagar... pra mim ficou subentendido que o contador dessa história está morrendo, e talvez por isso ele tenha um olhar tão animado sobre esses últimos dias no deserto, porque ele também conta das dificuldades que se acumularam, a sede, o sol, e até perder o cavalo. Ou talvez ele tenha escapado mesmo. De qualquer forma, toda transformação é um tipo de morte.
Mas sobre momentos que estão passando a existir ao serem registrados:


    Primeiro que A horse with no name, por ter me tocado bastante, influenciou eu criar essa playlist, mas não está na seleção. Eu só também tô ouvindo muito Golden Brown e agora ela é o instrumental de preferência do meu cérebro, a música de elevador que fica tocando durante o dia. Então eu resolvi juntar ela com outras músicas que me lembravam a mesma sonoridade, e mais recomendações do tiktok sobre essa vibe. E com tudo isso eu lembro que eu fui muito fã de folk em 2013 e gostava muito dos instrumentos, e do gênero em si, principalmente o quesito narrativa. Em resumo:
I never change, i simply become more myself... 
essa era uma frase que eu gostava bastante também kkkkkk e o pior é que é verdade.

    Tem algo a ser falado, que eu não sei se vou conseguir resumir aqui, sobre esse contato com versões anteriores da gente, principalmente essas que estão presentes em um meio digital, que me fascina muito. Eu to muito feliz por ter algumas migalhinhas de mim online que nem são mais relevantes, a não ser pelo fato de que eu posso visitar elas e voltar um pouco no tempo. É como voltar à casa onde você morou quando era criança. O espaço e o tempo estão interligados, e agora aprendi que existe uma palavra pra isso: cronotopo. Palácio da memória. Estou feliz por estar registrando essas coisas banais agora, não pelo meu eu do futuro, mas principalmente pelo meu eu do presente, de agora, e como isso tem me ajudado a assimilar as coisas que eu estou vivendo. Eu crio enquanto falo...
    Nota final, eu preciso muito em breve revisitar as mixtapes do Bastille que foi minha trilha sonora em 2013 e 14 inteiro, porque hoje mesmo eu me deparei (Através do cover da Jade de Frozen da Madonna) com o trecho de uma música que eu tinha ouvido lá e não sabia que era um sample (Set you free - N-Trance). Do you remember the time?


terça-feira, 3 de junho de 2025

Sinais dos tempos

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     Contra a minha vontade, esse está se tornando um blog de resenhas. Mas eu espero pelo menos dar algum sentido ou pelo menos acrescentar alguma coisa ao que eu escrevo aqui a respeito de outras coisas que leio, porque no fim das contas essa é a graça, o que eu ganho com as coisas que leio e o que eu dou de mim pra elas, e a leitura vai se formando nesse meio do caminho. Esse texto é pra lembrar a importância de ler coisas que você não gosta ás vezes, e como é maravilhoso ter contato com coisas ruins pra você saber como as boas são valiosas. 

    Eu terminei de ler o famoso A cabeça do Santo de Socorro Acioli, motivado principalmente por curiosidade junina, já que esse livro vai ser adaptado por uma quadrilha, e pensando em como falar sobre essa leitura, encontrei a resposta em um texto sobre outro livro (Salvar o fogo e Itamar Vieira Júnior), que vale a pena ser lido até se você não leu o livro em questão (como eu não li). Mas vamos por partes.

  O texto chegou ao meu conhecimento porque gerou polêmica, o autor do livro acusou a autora do texto de racista por conta dessa crítica. Ironicamente, dentro do próprio texto a autora menciona um caso parecido que aconteceu antes, quando uma jornalista negra foi acusada de racismo e inveja por criticar o livro-fenômeno do autor, Torto Arado, que a atacou por DM. Uma boneca russa de takes errados. E olha que essa foi uma crítica bem comedida, que procura mostrar possíveis pontos positivos com uma boa vontade que eu estou tentando começar a ter, principalmente pra tentar escrever melhor.  Pra mim o ponto chave do texto, que se aplica a tantas coisas atualmente, é esse:

Retrospectiva Maio

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     Após ler em meu caderno... Que felizmente usei bastante esse mês, e aqui tem sido uma espécie de pós produção pra onde eu trago algumas coisas. 

    Esse foi um mês de mudança de remédio, que agora estou tomando religiosamente todos os dias, apesar de que ainda capengando nos horários. Além de escrever também estive desenhando mais (no caso, uma vez por semana geralmente, o que já é mais do que nada), e me deixa muito feliz perceber isso agora, é algo que tem me dado muito prazer, apesar de que me dá um cansaço inigualável, e eu vou precisar adaptar minha postura pra continuar fazendo isso. Também li mais, agora que eu tenho um single purpose device aka kindle, que aliás estou adorando. 

    Está sendo um período de mudanças na minha vida e eu tô aproveitando pra rever muitas coisas que eu tinha como certas ou não questionadas, e chegando a novas conclusões, tendo algumas das supsotas 100 conversas que você precisa ter. O mais interessante foi que eu estava olhando uns cadernos antigos e olhando os pensamentos muito básicos que naquela época eram descobertas enormes pra mim... um processo constante kkkkk

Esse tema me leva a outra parte da recapitulação: músicas.